﻿{"id":427,"date":"2013-01-22T17:43:12","date_gmt":"2013-01-22T19:43:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.japop.com.br\/?page_id=427"},"modified":"2014-02-25T20:24:54","modified_gmt":"2014-02-25T23:24:54","slug":"estilistas-japoneses","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.japop.com.br\/index.php\/moda\/estilistas-japoneses\/","title":{"rendered":"Estilistas japoneses"},"content":{"rendered":"<p>por Cristiane A. Sato<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a 2\u00aa Guerra Mundial, japoneses destacaram-se como estilistas de renome e grandes empres\u00e1rios.<\/p>\n<p>A imprensa no ocidente tende a ver os estilistas japoneses de sucesso como parte de um grupo &#8211; algo que em nada reflete a realidade das carreiras de cada um dos designers mencionados a seguir. Nenhum deles fez parte de um grupo na inten\u00e7\u00e3o de obter coletivamente um espa\u00e7o no competitivo mundo\u00a0<i>fashion<\/i>. Ao contr\u00e1rio, todos tiveram de demonstrar talento e fazer valer caracter\u00edsticas individuais para destacar seu trabalho e conquistar clientes, a cr\u00edtica e o p\u00fablico. Embora individualmente tenham pouco em comum entre si &#8211; excetuando o fato de serem japoneses &#8211; suas cria\u00e7\u00f5es puseram o Jap\u00e3o em definitivo no mapa da moda internacional.<\/p>\n<p>Os nomes a seguir s\u00e3o uma refer\u00eancia obrigat\u00f3ria:<\/p>\n<h2>Hanae Mori<\/h2>\n<p>Nascida em 1926, \u00e9 sin\u00f4nimo da primeira aut\u00eantica grife japonesa. Come\u00e7ou sua carreira em 1951, fazendo figurinos para cinema e trabalhou com diretores famosos, como Yasujiro Ozu e Kimisaburo Yoshimura. Em 1963 Mori entrou para a\u00a0<i>haute couture<\/i>, abrindo est\u00fadio\u00a0em Paris. Em\u00a01977 Mori tornou-se a primeira estilista asi\u00e1tica admitida na\u00a0<i>Chambre Syndicale de\u00a0la Haute CoutureParisienne<\/i>. Em 1989 foi condecorada com o t\u00edtulo de Dama da Ordem da Legi\u00e3o de Honra, elevada a Oficial da Ordem em 2002, tornando-se a primeira estilista estrangeira a receber a honraria m\u00e1xima concedida pelo governo franc\u00eas.<\/p>\n<p>Como asi\u00e1tica, mulher, artista e empres\u00e1ria, Hanae Mori quebrou preconceitos para conquistar seu espa\u00e7o no mundo da alta costura dentro e fora do Jap\u00e3o. Suas cria\u00e7\u00f5es caracterizaram-se pelo uso da mais fina seda e dos mais ricos brocados produzidos no Jap\u00e3o para quimonos de luxo, mas que ela transformou em pe\u00e7as de formato ocidental cl\u00e1ssico e acabamento impec\u00e1vel. Seu tema predileto, as borboletas \u2013 s\u00edmbolo tradicional de transcend\u00eancia e transforma\u00e7\u00e3o \u2013 aparecem em suas cole\u00e7\u00f5es de formas surpreendentes. O luxo de Hanae Mori foi usado por seletas clientes como a Princesa Grace de M\u00f4naco, as primeiras-damas americanas Nancy Reagan e Hillary Clinton, e as damas da Fam\u00edlia Imperial japonesa.<\/p>\n<p>Apesar da idade avan\u00e7ada, Hanae Mori continua ativa cuidando dos neg\u00f3cios de sua grife.<\/p>\n<h2>Kenzo<\/h2>\n<p>Nascido em 1940, Kenzo Takada foi o primeiro estilista japon\u00eas a conquistar grande sucesso comercial na Europa. Em 1960, ainda no Jap\u00e3o, Kenzo ganhou um concurso para novos estilistas e passou a trabalhar na cria\u00e7\u00e3o de moda feminina para a loja de departamentos Sanai. Em 1964 Kenzo mudou-se para Paris, onde conseguiu vender alguns de seus designs para a maison de Louis F\u00e9raud e trabalhar para empresas t\u00eaxteis.<\/p>\n<p>Em 1970 Kenzo realizou seu primeiro desfile independente onde apresentou seu estilo: roupas de intenso colorido, malhas folgadas e roupas informais de corte reto, com mangas amplas e linha dos ombros alterada como nos quimonos, feitas em algod\u00e3o estampado japon\u00eas usado na confec\u00e7\u00e3o de<i>yukatas<\/i>, num orientalismo menos ex\u00f3tico e mais moderno. Diferentemente do luxo de Hanae Mori, Kenzo agradou aos jovens que ap\u00f3s a era das manifesta\u00e7\u00f5es estudantis procuravam um estilo alternativo, jovial e descontra\u00eddo.<\/p>\n<p>Sua primeira loja chamava-se \u201cJungle Jap\u201d, mas no decorrer dos anos sua presen\u00e7a constante nas revistas de moda francesas e na Vogue dos dois lados do Atl\u00e2ntico fizeram seu nome ser valorizado como grife. Em 1980 suas lojas e empresas passaram a chamar-se apenas \u201cKenzo\u201d. Em 1988 ele lan\u00e7ou o primeiro perfume de uma variada e bem sucedida linha, que continua crescendo at\u00e9 hoje. Em 1993 Kenzo vendeu sua maison para o Grupo LVMH (Louis Vuitton). A grife Kenzo passou a ter a dire\u00e7\u00e3o art\u00edstica do estilista italiano Antonio Marras em 2003.<\/p>\n<h2>Yohji Yamamoto<\/h2>\n<p>Nascido em 1943, Yamamoto formou-se em direito pela Universidade de Keio e em moda pela escola t\u00e9cnica superior\u00a0<i>Bunkafukuso Gakuin<\/i>. Em 1969 foi a Paris para um est\u00e1gio em moda como pr\u00eamio por vencer um concurso. De volta ao Jap\u00e3o, abriu sua empresa de confec\u00e7\u00e3o, a Y\u00b4s Co. Ltd. Em 1981 iniciou carreira internacional apresentando sua primeira cole\u00e7\u00e3o de alta costura em Paris, chocando a imprensa especializada com roupas desestruturadas, em tecidos de aspecto simples, de cores lisas e fortes contrastando com tons neutros, enfatizando texturas ao inv\u00e9s de estampas, bordados e brocados.<\/p>\n<p>Visando criar pe\u00e7as de design, focadas na assimetria, sobreposi\u00e7\u00f5es soltas e funcionalidade, Yamamoto tornou-se conhecido nos anos 80 procurando fazer uma moda atemporal e minimalista, resistente \u00e0s idas e vindas dos modismos de detalhes, num racioc\u00ednio similar ao do vestu\u00e1rio dos monges zen-budistas, que h\u00e1 mil anos usam quimonos s\u00f3brios, sem ornamentos brilhantes. Entretanto, Yamamoto \u00e9 mais lembrado por algumas de suas pe\u00e7as mais dram\u00e1ticas e experimentais, explorando formas geom\u00e9tricas ou usando materiais inusitados, como o vestido de madeira e dobradi\u00e7as, apresentado em 1991.<\/p>\n<p>Nos anos 80 Yamamoto e outra estilista japonesa de sucesso, Rei Kawakubo, causaram furor em Paris com propostas ousadas e pouco convencionais. Creditam-se a ambos nesse per\u00edodo duas importantes inova\u00e7\u00f5es conceituais no mundo da moda: o das pe\u00e7as\u00a0<i>one size<\/i>\u00a0(tamanho \u00fanico) e o visual urbano minimalista em v\u00e1rios tons preto sobre preto.<\/p>\n<p>Em 1989, as cria\u00e7\u00f5es de Yamamoto foram objeto de um longa-metragem produzido pelo Museu de Arte Moderna Georges Pompidou e dirigido por Wim Wenders:\u00a0<i>Carnets de Notes sur V\u00eatements et Villes<\/i>. Em 1990, Yamamoto fez os figurinos para uma nova montagem de\u00a0<i>Madame Butterfly<\/i>, produzida pela \u00d3pera de Lyon. Em 1994 foi agraciado com o t\u00edtulo de Cavaleiro da Ordem das Artes e Letras do Minist\u00e9rio da Cultura da Fran\u00e7a, elevado a Oficial em 2005. Em 2002 desenhou figurinos para dois filmes de Takeshi Kitano: \u201cBrother\u201d e \u201cDolls\u201d.<\/p>\n<p>Em 1996 Yamamoto lan\u00e7ou seu primeiro perfume, iniciando uma bem-sucedida linha. Atualmente Yamamoto continua na dire\u00e7\u00e3o art\u00edstica da Y\u00b4s, uma\u00a0<i>holding<\/i>\u00a0com filiais na Fran\u00e7a, It\u00e1lia e Estados Unidos que movimenta mais de 100 milh\u00f5es de d\u00f3lares por ano, e embora continue atuando na alta costura, o carro-chefe de seus neg\u00f3cios s\u00e3o suas linhas de pr\u00eat-\u00e0-porter de luxo e perfumes.<\/p>\n<h2>Rei Kawakubo<\/h2>\n<p>Nascida em 1942, Rei Kawakubo \u00e9 mais conhecida como fundadora da hoje internacionalmente conhecida grife\u00a0<i>Comme des Gar\u00e7ons<\/i>, criada no Jap\u00e3o em 1969. Em 1980 Kawakubo mudou-se para Paris, onde abriu uma filial de sua loja. No ano seguinte chocou tanto p\u00fablico como a imprensa especializada com sua primeira cole\u00e7\u00e3o no ocidente. As roupas de Kawakubo eram anticonvencionais, desestruturadas a ponto de estarem totalmente rasgadas ou faltando uma parte &#8211; como blusas sem uma das mangas ou cal\u00e7as sem parte de uma das pernas &#8211; sem seguir a forma do corpo, parecendo que os tecidos estavam desordenadamente sobrepostos na pessoa. Numa \u00e9poca em que cores, de tons past\u00e9is a choque, eram regra nas ruas e nas passarelas, ela trouxe o visual total em preto ou cr\u00fa.<\/p>\n<p>Inicialmente vistas como rid\u00edculas e feias, as roupas de Kawakubo chamaram a aten\u00e7\u00e3o dos cr\u00edticos aos poucos, que apelidaram o estilo da\u00a0<i>Comme des Gar\u00e7ons<\/i>\u00a0de \u201cHiroshima chic\u201d &#8211;\u00a0\u00a0defini\u00e7\u00e3o bem mais\u00a0<i>friendly<\/i>\u00a0que a express\u00e3o \u201cboro look\u201d (visual esfarrapado), cunhada pela imprensa japonesa para definir o estilo das roupas de Kawakubo.<\/p>\n<p>Em 1983 Kawakubo levou a\u00a0<i>Comme des Gar\u00e7ons<\/i>\u00a0para Nova York, onde conquistou um p\u00fablico que se identificava com o visual urbano, escuro e decadente de suas cole\u00e7\u00f5es de pe\u00e7as pretas, em diferentes tons de preto. Em 1990 sua grife j\u00e1 possu\u00eda 300 lojas espalhadas pelo mundo e movimentava pouco mais de 100 milh\u00f5es de d\u00f3lares\u00a0em vendas. O\u00a0reconhecimento \u00e0 ousadia criativa de Kawakubo na moda veio em 1993, quando ela recebeu o t\u00edtulo de Dama da Ordem das Artes e das Letras do governo franc\u00eas.<\/p>\n<p>Atualmente casada com o empres\u00e1rio ingl\u00eas Adrian Joffe, Kawakubo continua na administra\u00e7\u00e3o da<i>Comme des Gar\u00e7ons<\/i>, que hoje produz moda feminina e masculina, uma variada gama de acess\u00f3rios, perfumes, e m\u00f3veis residenciais e comerciais. As atuais cole\u00e7\u00f5es da grife s\u00e3o assinadas por Junya Watanabe, estilista que est\u00e1 na\u00a0<i>Comme des Gar\u00e7ons<\/i>\u00a0desde 1984 e que \u00e9 o colaborador de maior confian\u00e7a de Kawakubo.<\/p>\n<h2>Issey Miyake<\/h2>\n<p>Nascido em 1939, Miyake formou-se em design pela Universidade de T\u00f3quio e em 1965 mudou-se para Paris, decidido a tornar-se um estilista, onde trabalhou como assistente de Guy Laroche e Hubert de Givenchy. Miyake, entretanto, n\u00e3o se identificou com a formalidade que a alta costura oferecia \u00e0s mulheres, numa \u00e9poca\u00a0em que Courr\u00e8ges\u00a0e Pierre Cardin j\u00e1 revolucionavam conceitos de moda e eleg\u00e2ncia com modelos inspirados na conquista do espa\u00e7o e usando materiais sint\u00e9ticos. Assim, em 1969 Miyake foi para Nova York, onde trabalhou durante um ano para a Geoffrey Beene, famosa loja de pr\u00eat-\u00e0-porter feminino na 5\u00aa Avenida.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s conhecer dois extremos do mundo da moda, Miyake voltou ao Jap\u00e3o em 1970 e decidiu p\u00f4r de lado tudo o que havia aprendido at\u00e9 ent\u00e3o sobre concep\u00e7\u00e3o e fun\u00e7\u00e3o do vestu\u00e1rio, focando-se no design. A partir disso ele produziu roupas de cortes assim\u00e9tricos estudados, com amplos tecidos sobrepostos destacando texturas e que podiam revelar caracter\u00edsticas surpreendentes, dependendo do movimento da pessoa ou da maneira pela qual a pe\u00e7a era usada. Tratava-se de um racioc\u00ednio oposto ao ent\u00e3o vigente na moda: ao inv\u00e9s de valorizar-se o corte e a costura do tecido de modo que o tecido reproduzisse as formas do corpo, prioriza-se o pr\u00f3prio tecido, que deve produzir novas formas e volume a quem o veste.<\/p>\n<p>Em 1971 ele abriu o Miyake Design Studio e passou a apresentar suas cole\u00e7\u00f5es duas vezes ao ano\u00a0em Paris. Experimentador\u00a0constante e criador de pe\u00e7as inovadoras, os desfiles de Miyake eram verdadeiros shows disputad\u00edssimos. Numa \u00e9poca em que desfiles de moda limitavam-se a modelos andando em passarelas retas ao som de m\u00fasica cl\u00e1ssica ou trilha sonora de supermercado, Miyake come\u00e7ou a mudar a forma das passarelas, introduzir efeitos de ilumina\u00e7\u00e3o e a usar trilhas sonoras diferentes. Bem humorado, ele tamb\u00e9m fez desfiles extravagantes, pondo na passarela modelos que trajavam placas de fibra de vidro vermelha laqueadas, na forma de seios nus.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s 30 anos de carreira, consagrado internacionalmente como designer inovador, em 2000 Miyake passou a cria\u00e7\u00e3o de suas cole\u00e7\u00f5es para o estilista Naoki Takizawa, colaborador de confian\u00e7a com quem trabalha desde 1989. Atualmente o nome de Issey Miyake \u00e9 uma verdadeira franquia internacional, que d\u00e1 prest\u00edgio a perfumes, malas, j\u00f3ias, rel\u00f3gios, alta costura e pr\u00eat-\u00e0-porter de luxo.<\/p>\n<h2>Kansai<\/h2>\n<p>Nascido em 1944, Kansai Yamamoto destacou-se por unir moda ao showbiz. Kansai produziu sua primeira cole\u00e7\u00e3o no Jap\u00e3o em 1967, mas tornou-se internacionalmente conhecido a partir de 1971, quando realizou seu primeiro desfile em Londres, tornando-se o primeiro estilista japon\u00eas a apresentar uma cole\u00e7\u00e3o na capital inglesa. Seu estilo extravagante e pop chamou a aten\u00e7\u00e3o de astros da m\u00fasica, como Elthon John, David Bowie e Stevie Wonder, com quem o estilista desenvolveu uma longa amizade e para quem produziu figurinos para shows. Um dos trabalhos mais conhecidos de Kansai foi o figurino para os shows\u00a0<i>Ziggy Stardust<\/i>\u00a0de Bowie, que popularizou a est\u00e9tica andr\u00f3gina.<\/p>\n<p>O colorido estilo de Kansai rendeu-lhe grande popularidade nos anos 70 no meio do entretenimento. Em 1974 abriu lojas de sua pr\u00f3pria grife, a Boutique Kansai, em Paris, Mil\u00e3o, Nova York e Madrid. Embora tenha prioritariamente se dedicado \u00e0 moda jovem nos anos 70 e 80, aos poucos Kansai desenvolveu crescente interesse pela produ\u00e7\u00e3o de eventos. O formato convencional dos desfiles de moda lhe parecia pequeno demais, e al\u00e9m de desenhar figurinos ele passou a fazer design de ilumina\u00e7\u00e3o e cen\u00e1rios . Em 1993 Kansai realizou sua \u00faltima cole\u00e7\u00e3o e hoje \u00e9 um mega-produtor de shows e eventos, mas sua vis\u00e3o alegre, ousada e criativa de moda, que marcou astros do rock e do pop nos anos 70, ainda inspira gera\u00e7\u00f5es de jovens estilistas. Em 2005 Kansai tornou-se consultor do governo japon\u00eas na \u00e1rea de turismo, e \u00e9 presen\u00e7a constante na m\u00eddia japonesa.<\/p>\n<p>Outros estilistas que se destacam no meio\u00a0<i>fashion<\/i>\u00a0nip\u00f4nico s\u00e3o:<\/p>\n<h2>Junko Shimada<\/h2>\n<p>Em 1981 Shimada mudou-se para Paris, onde para entrar na ind\u00fastria trabalhou para a loja de departamentos Au Printemps e desenhou roupas infantis para a maison Cacharel. Shimada come\u00e7ou sua pr\u00f3pria grife em 1984. Em 2003 Junko Shimada foi admitida na Federa\u00e7\u00e3o Francesa da Alta Costura. Sua linha de pr\u00eat-\u00e0-porter \u201c49Av\u201d tem grande sucesso no Jap\u00e3o e na Fran\u00e7a. Nos \u00faltimos anos Shimada vem apresentando regularmente suas novas cole\u00e7\u00f5es nas Semanas da Moda de Paris.<\/p>\n<h2>Jun Ashida<\/h2>\n<p>Come\u00e7ou sua carreira em 1960, produzindo cole\u00e7\u00f5es de pr\u00eat-\u00e0-porter para a tradicional loja de departamentos Takashimaya e destacou-se como estilista pessoal da Princesa Consorte, atual Imperatriz Michiko, de\u00a01966 a\u00a01976. Condecorado em 2000 como Oficial da Ordem do M\u00e9rito pelo governo franc\u00eas e em 2006 com a Ordem do Sol Nascente, honraria maior concedida pelo governo japon\u00eas, Ashida \u00e9 um dos estilistas de maior prest\u00edgio no Jap\u00e3o. Apesar da idade, Ashida continua ativo da dire\u00e7\u00e3o art\u00edstica de suas cole\u00e7\u00f5es e no comando de sua grife.<\/p>\n<h2>Hiroko Koshino<\/h2>\n<p>Com 50 anos de carreira completados em 2007, Hiroko Koshino foi a primeira estilista japonesa a lan\u00e7ar uma cole\u00e7\u00e3o na It\u00e1lia, no Roma Alta Moda de 1978. Desde 1982 Hiroko Koshino lan\u00e7a suas cole\u00e7\u00f5es de alta costura em Paris, e sua grife de pr\u00eat-\u00e0-porter de luxo \u00e9 uma das mais bem sucedidas do Jap\u00e3o.<\/p>\n<h2>Yuki Torii<\/h2>\n<p>Com mais de 45 anos de carreira, Yuki Torii \u00e9 bastante conhecida no Jap\u00e3o e em Paris, onde possui loja na renomada Galeria Vivienne desde 1985.<\/p>\n<h2>Junko Koshino<\/h2>\n<p>Estilista de sucesso comercial no Jap\u00e3o, al\u00e9m de cole\u00e7\u00f5es de pr\u00eat-\u00e0-porter Junko Koshino \u00e9 tamb\u00e9m reconhecida como talentosa designer de interiores e de figurinos para teatro. Foi indicada ao Tony por seus trabalhos em produ\u00e7\u00f5es da Broadway.<\/p>\n<h2>Jotaro Saito<\/h2>\n<p>Estilista especializado em quimonos, Jotaro Saito \u00e9 uma verdadeira grife da indument\u00e1ria tradicional japonesa. Realizando nos \u00faltimos 10 anos desfiles nas Semanas de Moda de T\u00f3quio e na JFW, Saito deu novo car\u00e1ter fashion a quimonos luxuosos e suas cria\u00e7\u00f5es v\u00eam conquistando jovens.<\/p>\n<h2>Naoto Hirooka<\/h2>\n<p>Mais conhecido por sua etiqueta &#8211; h.Naoto &#8211; este jovem estilista come\u00e7ou no alternativo meio do<i>street fashion<\/i>. Com roupas e acess\u00f3rios na linha punk\/gothic lolita, sua loja Heaven Harajuku virou uma refer\u00eancia\u00a0em T\u00f3quio. Com\u00a0desfiles recentes na\u00a0<i>Japan Fashion Week<\/i>, Naoto vem conseguindo sucesso comercial e respeito como novo talento da moda.<\/p>\n<p>Escrito em 25\/07\/2008<\/p>\n<p>Veja a continua\u00e7\u00e3o em <a href=\"http:\/\/www.japop.com.br\/?page_id=425\" target=\"_blank\">fashion quimono<\/a> e <a href=\"http:\/\/www.japop.com.br\/?page_id=2\" target=\"_blank\">moda japonesa &#8211; introdu\u00e7\u00e3o<\/a><\/p>\n<p>Grafia correta: em ingl\u00eas \u201ckimono\u201d, em portugu\u00eas prefira \u201cquimono\u201d.<br \/>\n<small><small><strong><big><big><small><big>Ao usar informa\u00e7\u00f5es deste site, n\u00e3o esque\u00e7a de citar a fonte:<br \/>\nwww.japop.com.br\/ Cristiane A. Sato<\/big><\/small><\/big><\/big><\/strong><\/small><\/small><\/p>\n<p>Ao citar a fonte, voc\u00ea est\u00e1 colaborando para que mais conte\u00fado de qualidade seja colocado na internet em portugu\u00eas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Cristiane A. 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