﻿{"id":2,"date":"2013-01-16T21:34:09","date_gmt":"2013-01-16T21:34:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.japop.com.br\/?page_id=2"},"modified":"2014-02-25T20:29:45","modified_gmt":"2014-02-25T23:29:45","slug":"sample-page","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/www.japop.com.br\/index.php\/moda\/sample-page\/","title":{"rendered":"Moda japonesa &#8211; geral"},"content":{"rendered":"<p>por Cristiane A. Sato<\/p>\n<h2>Introdu\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Existe atualmente a opini\u00e3o quase un\u00e2nime tanto na m\u00eddia como no mundo\u00a0<i>fashion<\/i>\u00a0de que os grandes centros divulgadores continuam sendo Paris, Mil\u00e3o, Londres e Nova York, mas o centro criativo \u00e9 T\u00f3quio. O\u00a0<i>fashion business<\/i>\u00a0como atividade empresarial globalizada \u00e9 um conceito recente, mas para quem conhece o Jap\u00e3o e sabe que os japoneses t\u00eam algo que poder\u00edamos chamar de \u201ccultura de vestu\u00e1rio\u201d, a atual situa\u00e7\u00e3o de coisas parece um resultado j\u00e1 esperado.<\/p>\n<p>Estamos falando de um pa\u00eds onde at\u00e9 hoje no\u00e7\u00f5es de corte e costura integram o programa oficial do ensino fundamental nas escolas. Tanta import\u00e2ncia os japoneses d\u00e3o a este\u00a0<i>know-how<\/i>, que mesmo no Brasil as fam\u00edlias de imigrantes preocupavam-se em enviar suas filhas para escolas especializadas. V\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es de mo\u00e7as passaram por escolas famosas da comunidade, como a Akama Saih\u00f5 Jogakkou (Escola Feminina de Corte e Costura Akama) e a Nippaku Saih\u00f5 Jogakkou (que em portugu\u00eas era chamada de \u201cEscola Internacional de Corte e Costura\u201d)\u00a0em S\u00e3o Paulo. Nessas\u00a0escolas as jovens estudavam per\u00edodo integral em regime de internato, onde al\u00e9m de aprenderem t\u00e9cnicas completas de modelagem, corte, costura e acabamento, tinham aulas de japon\u00eas, c\u00e1lculo, culin\u00e1ria e de gin\u00e1stica &#8211; numa \u00e9poca em que no Brasil a maioria das mulheres mal completava a 4\u00aa s\u00e9rie do ensino b\u00e1sico. Com esse conhecimento, cinq\u00fcenta anos atr\u00e1s minha av\u00f3 conseguiu sustentar fam\u00edlia, comprar um apartamento e educar quatro filhas, das quais uma formou-se em Direito.<\/p>\n<p>Qu\u00e3o grande \u00e9 o mundo da moda no Jap\u00e3o? Sob o ponto de vista dos neg\u00f3cios, trata-se do principal mercado da \u00c1sia e o segundo mais importante depois da Comunidade Econ\u00f4mica Europ\u00e9ia. O principal fator que leva ao alto consumo de moda no Jap\u00e3o \u00e9 econ\u00f4mico. O pa\u00eds tem um alt\u00edssimo Produto Interno Bruto (na casa de US$ 33.600,00 per capta em 2007) e eficiente distribui\u00e7\u00e3o de renda (estima-se que 70% da popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa do pa\u00eds possui renda superior a US$ 2 mil por m\u00eas e menos de 0,3% da popula\u00e7\u00e3o vive com menos de mil d\u00f3lares por m\u00eas), o que significa que o t\u00edpico cidad\u00e3o japon\u00eas tem enorme capacidade de consumo para uma constante renova\u00e7\u00e3o do guarda-roupa.<\/p>\n<p>Sob o ponto de vista est\u00e9tico, \u00e9 um pa\u00eds onde a forma de vestir sofre o peso inevit\u00e1vel da milenar cultura local, ao mesmo tempo em que as pessoas abra\u00e7am novidades com avidez. Jovens invadem as ruas como uma\u00a0<i>tsunami\u00a0<\/i>de tribos urbanas, num enganoso caos misturando tradi\u00e7\u00e3o com tecnologia, modernidade com lolitas de contos de terror do s\u00e9culo XIX. Como estilos de vida variados levam a formas variadas de vestir-se, isso faz com que no Jap\u00e3o as op\u00e7\u00f5es sejam multiplicadas. Por exemplo, quando se fala em alta costura no Jap\u00e3o precisamos sempre nos lembrar que no Jap\u00e3o existem dois tipos de alta costura \u2013 a de estilo ocidental e a de quiimonos &#8211; e n\u00e3o uma s\u00f3 como no ocidente. O mesmo se aplica para trajes de passeio \u2013 estilo ocidental ou estilo oriental. Outro exemplo: se o assunto \u00e9 moda jovem, existem duas \u00e1reas distintas no Jap\u00e3o: aquela que \u00e9 ligada \u00e0 ind\u00fastria, ao<i>mainstream<\/i>, e aquela que surge de manifesta\u00e7\u00f5es espont\u00e2neas nas ruas \u2013 o famoso\u00a0<i>street fashion<\/i>nip\u00f4nico. No meio editorial, h\u00e1 revistas especializadas por sexo, faixa et\u00e1ria, estilos de vida, temas, e os curiosos mas n\u00e3o menos importantes cat\u00e1logos e guias \u2013 tudo direcionado para o consumidor final, e n\u00e3o somente para profissionais da \u00e1rea.<\/p>\n<p>A ca\u00f3tica variedade de estilos adotados no Jap\u00e3o fez com que desde a d\u00e9cada de 1990 T\u00f3quio e Osaka virassem centros obrigat\u00f3rios para os ca\u00e7adores de tend\u00eancias das principais empresas e\u00a0<i>maisons<\/i>europ\u00e9ias. Mas a moda japonesa \u00e9 por si s\u00f3 um assunto t\u00e3o complexo que mesmo os\u00a0<i>fashionistas<\/i>\u00a0mais antenados t\u00eam dificuldade em lidar com o tema, de modo que seria muita pretens\u00e3o esgotar o assunto num simples artigo. Neste bloco o\u00a0<i>site\u00a0<\/i>CULTURA JAPONESA apresentar\u00e1 assuntos relacionados ao vestu\u00e1rio, est\u00e9tica e beleza no Jap\u00e3o, de origens hist\u00f3ricas \u00e0 atualidade. E como moda \u00e9 por si s\u00f3 um tema din\u00e2mico e em constante transforma\u00e7\u00e3o, atualiza\u00e7\u00f5es ser\u00e3o feitas com freq\u00fc\u00eancia.<\/p>\n<p>Veja a continua\u00e7\u00e3o em <a href=\"http:\/\/www.japop.com.br\/?page_id=425\" target=\"_blank\">fashion quimono<\/a> e <a href=\"http:\/\/www.japop.com.br\/?page_id=427\" target=\"_blank\">estilistas japoneses<\/a><\/p>\n<p>Para saber sobre a hist\u00f3ria completa do quimono e tipos de quimono, veja no site <a href=\"http:\/\/www.culturajaponesa.com.br\/?page_id=355\" target=\"_blank\">culturajaponesa.com.br<\/a><\/p>\n<p><i>Grafia correta: em ingl\u00eas \u201ckimono\u201d, em portugu\u00eas prefira \u201cquimono\u201d.<br \/>\n<\/i><strong>Ao usar informa\u00e7\u00f5es deste site, n\u00e3o esque\u00e7a de citar a fonte:<\/strong><b><br \/>\n<strong>www.japop.com.br\/ Cristiane A. Sato<\/strong><\/b><\/p>\n<p><strong>Ao citar a fonte, voc\u00ea est\u00e1 colaborando para que mais conte\u00fado de qualidade seja colocado na internet em portugu\u00eas.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Cristiane A. Sato Introdu\u00e7\u00e3o Existe atualmente a opini\u00e3o quase un\u00e2nime tanto na m\u00eddia como no mundo\u00a0fashion\u00a0de que os grandes centros divulgadores continuam sendo Paris, Mil\u00e3o, Londres e Nova York, mas o centro criativo \u00e9 T\u00f3quio. 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